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A consulta de Psicologia Clínica recorre a um conjunto de estratégias que provocam mudanças que afectam o contexto, os comportamentos, as emoções e em última análise o bem-estar do indivíduo. Para promover estas mudanças, a intervenção clínica procura apoiar a pessoa a desenvolver estratégias e competências que visam o melhoramento das relações interpessoais, a resolução de conflitos e de dificuldades de ajustamento psicológico. Esta intervenção leva em consideração as capacidades e necessidades características de cada etapa do desenvolvimento. Tem também por objectivo ajudar pais, professores e educadores a encontrarem melhores alternativas para a resolução de problemas emocionais e de comportamento. Para tal, pretende estimular a construção de relações de confiança entre pais professores e alunos no sentido de se trabalhar em conjunto na promoção da saúde mental e do desenvolvimento sócio-afectivo das crianças e jovens. A que áreas dá resposta? A intervenção clínica procura dar resposta à resolução de problemas emocionais, de comportamento e de dificuldades de relacionamento inter-pessoal, como agressividade, ansiedade, depressão, isolamento social entre outras desordens relacionadas com o desenvolvimento sócio-afectivo. Na intervenção com crianças e adolescentes pretende também apoiar os pais no que diz respeito a necessidades de Aconselhamento Educacional com vista a fornecer metodologias e estratégias facilitadoras da tarefa educativa. A intervenção que engloba e visa as práticas parentais é essencial pois permite alcançar mudanças mais duradoiras. Como decorre o processo terapêutico? Avaliação
A primeira entrevista é realizada com quem faz o pedido de intervenção, normalmente os pais, no caso da intervenção clínica com crianças. Numa primeira fase é realizada a descrição do problema nas suas diferentes facetas.
A partir da segunda sessão, é feita a análise do problema e a definição partilhada dos objectivos de intervenção.
Estas primeiras consultas estão englobadas na fase de avaliação que abrange várias sessões nas quais o objectivo é realizar o diagnóstico das dificuldades e identificar os factores que as influenciam, assim como detectar recursos para a sua resolução. Intervenção
Na fase seguinte é levada a cabo a construção do programa terapêutico. Este implica a definição partilhada dos processos de intervenção e sua integração no dia-a-dia. São implementadas estratégias específicas e diferenciadas consoante se trate de crianças adolescentes ou adultos e é realizada a monitorização do processo.
Avaliação dos resultados
Realiza-se a avaliação do cumprimento dos objectivos e trabalha-se no sentido da sua manutenção e generalização.
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